"Somos a bula, o limite preponderado do universo e nele estamos emergidos. Permitido para os seres de tamanho minúsculo e dependentes de oxigênio. Permaneçam em suas carcaças terrestres e limitadas. Que o último suspiro se precipite em uma tempestade extraordinária. Eu quero me beneficiar deste ato covarde de submissão, não mais, somente meu. Quero ultrapassar esta linha mal riscada e descontinuada de mim. Estou farta de ser um punhado de ossos, carne, vísceras e pensamentos inúteis à proporção do meu poder ser. Se estou presa a este corpo maltrapilho de ideias desnecessárias, desproposito meus pesadelos pela garganta num ato exacerbado de prazer, liberto meus demônios e concepções deturpadas esmagando à última molécula de ar passível de alcance. Um tiro de cartucheira bem no meio dos olhos. Quero espalhar minhas visões turvas e lamentáveis. Que a pontas dos dedos sejam dilaceradas e por elas escapem toda a dor. Eu estou a um milímetro de seu alcance. Posso ver tua imagem intacta refletida em minhas lágrimas míopes. Um pensamento maquiavélico, tirano e obsoleto mas repleto de condições revogadas no ato da morte carbonizada à determinação de estar ao seu lado. Vida medíocre e espinhosa acabrunhada em mim. Verdejantes vales me esperam. Estou lotada de tanta covardia, arrogância e repetição. Provoco um curto na máquina enferrujada, esforçante e viciada no ruido execrado de meus vasos coagulantes. Enfio a agulha no antebraço, injeto a liberdade de viver além da esfera pulsante e cancerosa. Eu calculei o tempo de chegar ai. O mesmo gasto pelo instante do abraço, do olhar desejado, da fagulha da fogueira numa tarde fria e solitária. O segundo exato da queda da última gota vinda do alto do despenhadeiro ao tocar o mar descomposto, desequilibrado e condenado. Cheguei, como eu queria estar aqui."
~ Um grito deslocado de mim, Elisa Bartlett. (via plurificais)
"Eu gosto de poucos, não é muito fácil me conquistar não, leva um tempo, mas se você conseguiu fazer isso se sinta um alguém de sorte. Antes eu me apegava com muita facilidade, mas me fudi muito com isso, sério mesmo. Então eu mudei, me tornei difícil mesmo, e cara me sinto bem assim, eu sou chata mesmo, irritante na mesma intensidade, eu falo alto e rio alto também, choro baixinho, sou marrenta e birrenta também, às vezes sou forte como as muralhas da china, mas em outras eu desmorono como um castelinho de areia, claro que eu não deixo ninguém saber disso, faço pose de onda, mas sou pior que tsunami se eu quiser papo reto. Sou dona do meu próprio nariz, não ligo pro que pensam, falam de mim. Ninguém me derruba fácil não, tá louco quem acha que eu desmorono com qualquer besteira, antes isso poderia até ser verdade, mas eu mudei, com tantas decepções, quedas, eu aprendi a me levantar, ninguém nunca precisou me ensinar nada, eu sempre fui muito independente, a vida me ensinou a ser assim. Sou fria mesmo, ignorante pra porra, só falo se virem falar comigo, me chateio fácil, sou grossa, falo na cara mesmo, falar pelas costas é coisa de otário, sou infantil também, boba, calada até, mas quando abro a boca é difícil de fechar. Sou transparente, mas não tanto, não deixo que ninguém saiba das minhas dores e cicatrizes. Eu sempre tenho razão, deixo bem claro quando tô sendo irônica, quando eu gosto de alguém de verdade, o que é raro, eu me entrego de corpo e alma, ajudo quando é preciso, sei escutar e sei falar quando é necessário, sou um ótimo ombro amigo, amo sorrisos, não curto muito abraços, tenho ciúmes de mim, não faz mau se me tocarem ou me abraçarem, às vezes eu preciso de um abraço, sou possesiva, ciumenta, o que é meu é meu e foda-se quem diz que não é, isso vale tanto pros meus amigos, quanto pras minhas roupas. Odeio viadagem, sabe aquele ”mimimi” todo, odeio drama, porém sou dramática pra caramba, odeio grude também, prefiro que largue logo do meu pé quem faz o tipo grudento. Mas, confesso que amo receber sms, cartinhas, gosto de saber que gostam de mim, mesmo eu sendo assim tão eu. Gosto de morder, arranhar, arrancar pedaço, mas isso só de quem eu gosto. Gosto de chamar atenção aonde passo, odeio quem vira as costas pra mim, se alguém me virar às costas, juro que nunca mais olho na cara dessa pessoa. Sou tímida no começo, as pessoas me rotulam muito, acham que eu sou fraca, mas é como eu disse me faço de onda, mas sou pior que tsnunami. Amo ser mimada gosto de receber carinho, apesar de eu não ser tão carinhosa. Não sei reagir a elogios, eu sempre acabo mudando de assunto. Tenho amor-próprio, não deixo ninguém pisar em mim, sou muito orgulhosa, errou uma vez eu perdoo, errou duas já não perdoo. Não corro atrás de ninguém. Tenho inúmeros defeitos incontáveis, mas também tenho qualidades, ninguém é perfeito e eu nem quero ser. Sou eu e pronto."
"Só amizade não dá mais, isso me tortura, e é tudo culpa dessa incessante convivência. O passar do tempo fez com que acontecesse essa tragédia. Sim, te amar é uma das piores, isso se não for a maior tragédia que poderia me acontecer. É tudo culpa desse sorriso, juntamente com a jogada de cabelo pra trás quando falo algo, que por algum acaso achou engraçado e, solta aquela gargalhada, que me faz rir junto com ela. É tudo culpa desse jeitinho simples. É tudo culpa dessa amável maneira de tratar. É tudo culpa dessa maneira de me olhar, esses olhos castanhos claro e esse sorriso com o canto da boca, fazem meus olhos brilharem, e o coração chegar ao ápice da aceleração, quase uma taquicardia, assim mesmo, de supetão. Mas é daquele jeito, mesmo não suportando o fato, vou ter que conviver com isso, afinal, não é de mim que gosta, eu sei que não, pois o brilho dos meus olhos quando te vejo, é o mesmo que vejo nos seus quando olha aquela pessoa. E eu também sei que ele irá despedaçar seu coração em inúmeros pedaços, você conhece suas histórias, e muito bem, mas finge que não acredita, está fascinada, não raciocina, não consegue enxergar que o seu melhor amigo é perdidamente apaixonado por ti, não consegue enxergar que o verdadeiro amor mora ao seu lado, que o seu vizinho e amigo de infância te ama, e ama desde aqueles tempos de fundamental, mas nunca conseguiu ter aqueles segundos de coragem para descarregar tudo o que sente e te fazer ouvir cada palavrinha dissertada. Não adianta reclamar, é tudo culpa dele, e sempre vai ser."
~ A Culpa é do Amor. - Incinerado. (via resonares)
No matter what you're going through, there's a light at the end of the tunnel and it may seem hard to get to it but you can do it and just keep working towards it and you'll find the positive side of things.